Narra a lenda da Natividade, cidade que está localizada no sudeste do Tocantins, a 230 quilômetros de Palmas, de que a cabeça de uma serpente está enterrada na Lagoa Encantada e o rabo na Igreja Matriz.
A lenda conta que no século 18, escravos faziam oferendas neste lugar. Eles ofereciam ouro aos deuses. Por isso nesse terreno teriam muitas peças de ouro enterradas. Um bezerro de ouro, por exemplo. Espíritos protegem até hoje essas peças, esses materiais. Cultura popular que é eternizada por histórias e pelo ritual afro-brasileiro.
O coração nativitano é uma das dezenas de joias produzidas pelos chamados ourives. Com muita paciência, até hoje, eles derretem o ouro garimpado na região e em um processo detalhista transformam o dourado bruto em arte. Usando a técnica da filigrana, com influência portuguesa e africana.
Natividade é rodeada por serras. Eram nessas montanhas que os escravos garimpavam o ouro. Uma piscina natural conhecida como poço da gruta fica no pé da serra. Lá em cima ficavam as minas de ouro. As pessoas mais antigas da cidade contam que os escravos fugiam dos donos dos garimpos e iam ao local para ter um momento de lazer. Eles usavam essas fendas como esconderijo.
“Diz a lenda que enquanto existirem velhas rezadeiras na cidade, rezando o ofício de Nossa Senhora aos sábados, não prevalecerá o poder da serpente e o povo de Natividade viverá em segurança”.
Lenda da Natividade
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